Manter o estoque sob controle é um dos principais desafios do varejo de calçados. Tanto comprar produtos demais quanto de menos são práticas que trazem consequências negativas para a operação das lojas.
Nesse cenário, o giro de estoque surge como um indicador para equilibrar compras, vendas e lucratividade. Quando o lojista entende essa métrica, passa a tomar decisões mais estratégicas. Ele descobre quando repor mercadorias, quando fazer promoções e quais produtos trazem resultado.
Quer aprender o que é giro de estoque, como calcular e qual é o impacto dessa análise no dia a dia da loja? Continue a leitura!

O que significa giro de estoque?
O giro de estoque mostra quantas vezes, em determinado período, o armazenamento da loja foi renovado por meio das vendas. Na prática, ele indica a velocidade com que os produtos entram e saem das prateleiras.
No varejo de calçados, esse indicador é ainda mais relevante, já que há variação de modelos, cores, marcas e numerações. Um bom giro significa que os produtos estão alinhados ao perfil do cliente e o capital investido está retornando de forma saudável.
Como calcular o giro de estoque?
O cálculo do giro de estoque é simples e pode ser feito manualmente ou em planilhas, como no Excel. Esse número ajuda o lojista a compreender se está comprando na medida certa ou se há excesso de mercadoria parada.
A fórmula mais utilizada é:
Giro de estoque = Vendas do período ÷ Estoque médio
Para exemplificar, imagine que sua loja vendeu R$ 120 mil em calçados nos últimos 12 meses e manteve um estoque médio de R$ 40 mil. Nesse caso, seu giro foi de 3. Isso significa que, ao longo do ano, a estocagem foi renovada três vezes.
Qual é o giro de estoque ideal para lojas de calçados?
Não existe um número único que sirva para todas as lojas. O giro de estoque ideal depende do tipo de produto, do público atendido e da estratégia do negócio. Quando ele é baixo, sinaliza que os produtos demoram a sair, o capital fica parado e os custos com armazenamento aumentam.
Por outro lado, um giro excessivamente alto pode indicar estoque insuficiente, gerando falta de numeração ou de modelos populares. No varejo de calçados, por exemplo, um giro entre 3 e 6 ao ano costuma ser considerado saudável — mas também é variável.
Produtos básicos, como chinelos e calçados de alta rotatividade, tendem a ter números mais altos. Já itens sazonais costumam girar menos e exigem planejamento mais cuidadoso para evitar sobras.
O importante é monitorar a métrica ao longo do tempo e comparar com períodos anteriores, em vez de analisar um único número isoladamente.
Ficou evidente que, ao acompanhar o giro de estoque, o lojista consegue planejar compras com mais precisão, negociar melhor com fornecedores e definir promoções para produtos de baixa saída. Com isso, a gestão se torna mais eficiente e o negócio ganha previsibilidade.
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